Gradil

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Situada nas proximidades de Mafra, a povoação de Gradil foi doada por D. Dinis, no ano de 1302, a Pero Salgado, tesoureiro da corte. Com a morte deste, o aglomerado urbano voltou para a posse da Coroa, e em 1327 D. Afonso IV concedeu-lhe o primeiro foral. Em 1519 este documento era confirmado por nova carta de foral, doada por D. Manuel.

Desconhece-se a data da primitiva fundação da igreja matriz de Gradil. O actual templo data dos finais do século XVII, embora se conservem no seu interior elementos decorativos quinhentistas, que nos indicam a existência de uma igreja naquele local no início do século XVI.

O templo, dedicado a São Silvestre, desenvolve-se em planimetria rectangular, apresentando uma fachada de gosto barroco, cujo pano central é ladeado por duas torres sineiras. O portal principal é encimado pela janela do coro-alto e por um óculo, que rasga o frontão de coroamento da fachada.

O espaço interior, de nave única, é coberto por tecto de madeira, sendo as paredes laterais decoradas com painéis de azulejos setecentistas. Destaca-se no espaço do coro-alto o órgão de tubos, da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, irmão do escultor Machado de Castro, executado em 1801.

A capela-mor possui ao centro um retábulo seiscentista, de talha dourada barroca. No espaço da sacristia foi edificada uma fonte baptismal em pedra lavrada com relevos de mascarões e uma cabeça alada, de gosto maneirista muito erudito.

Catarina Oliveira

GIF/ IPPAR/ 2005

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